
A especialista expressa profunda preocupação com a fragmentação da atenção causada pela hiperconectividade, que compromete o desenvolvimento do córtex pré-frontal, a sede do autocontrole e da metacognição — a habilidade de “pensar sobre o que pensamos”. Alinhada a teses como a de Jonathan Haidt, Ana Carolina defende o adiamento do acesso a redes sociais até os 16 anos, argumentando que a exposição precoce a estímulos viciantes e à comparação digital ocorre em uma fase na qual o cérebro ainda não possui a maturidade biológica necessária para o controle de impulsos. Ela ressalta que a regulação emocional das crianças depende do exemplo direto dos pais e cuidadores, enfatizando que a tecnologia deve ser regulada para proteger o desenvolvimento cerebral e permitir conexões humanas autênticas.

