
Atendendo no Itaim Bibi, Juliana alerta para os impactos profundos do acesso precoce e sem filtros à pornografia no desenvolvimento neurológico dos adolescentes, o que normaliza dinâmicas masculinas de domínio e gera severas disfunções de performance. Ela aponta que um terço do aprendizado sobre saúde e sexualidade dos jovens hoje vem do meio digital, um ecossistema que tanto pode impulsionar bolhas masculinistas extremistas quanto oferecer um senso vital de pertencimento para minorias. Desconstruindo mitos, a médica afirma que a ideia de que as mulheres são “multitarefas” e a própria baixa libido feminina são frutos de um severo condicionamento sociocultural e de uma gritante sobrecarga doméstica, e não características biológicas isoladas. Como manifesto de letramento, ela deixa a recomendação definitiva: “Leia Mulheres, Siga Mulheres”.

