
Com longa bagagem no ecossistema de startups, Rom Justa critica a cultura do hipercrescimento insustentável e a exigência de “vender ilusões” para captar investimento de risco, processo que adoece os fundadores e sufoca a autenticidade. Para preservar a “soberania cognitiva” em um mundo saturado de respostas instantâneas, ele propõe o minimalismo cognitivo e contrapõe a figura do “papagaio estocástico” (a reprodução estatística de palavras da IA) à da “coruja apofática”, que cultiva o silêncio, a pausa e a sabedoria do “não-saber”. Rom defende que o papel de líderes e educadores na era digital deve ser o de “dificultadores”, geradores de atrito reflexivo, reafirmando que o caos criativo da arte e do pensamento crítico humano permanecerá insubstituível, atuando a tecnologia como mero arranjo para a semente orgânica original.

