
Co-fundadora da Agência Mural e do coletivo Nós, Mulheres da Periferia, que celebra 12 anos de existência, Jéssica defende a transição da mera transmissão de dados efêmeros para a produção de narrativas longas com densidade profunda, enxergando na literatura e no jornalismo literário ferramentas cruciais de conexão real contra o isolamento provocado pela Matrix digital.
O ponto mais doloroso de sua trajetória, no entanto, é o contato com o “luto infinito” das mães que perderam seus filhos para a violência de Estado — uma realidade brutal em que a dor se recusa a passar, mas encontra um sopro de sobrevivência quando compartilhada coletivamente.

