
O Dots tem um design fofinho, bolinhas coloridas com carinha, prometendo tomar conta de tudo e “nos liberar” de qualquer coisa que exija um mínimo de habilidade técnica com o computador. O Diogo Cortiz bem apontou num post no LinkedIn que esse design serve para diminuir a rejeição que as pessoas têm de ferramentas de IA nos EUA. Tanto que Muse, que a Meta lançou há poucas semanas, e o Grok Bot seguem a mesma cartilha.
Aquele com o Stallone e o Wesley Snipes, lá de 1993, inspirado no Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley. Na “San Angeles” do futuro (2032), a sociedade inteira é absurdamente infantilizada. Os adultos não escutam mais rock, ao invés disso eles cantam jingles de comerciais com o entusiasmo de uma criança no recreio. Um sensor na parede multa qualquer palavrão na hora que alguém diz e a linguagem fica tão higienizada que ninguém consegue mais expressar direito o que sente. Ninguém se toca, nem para cumprimentar. Sexo, só com capacete de realidade virtual. Sal, açúcar, carne e cafeína são ilegais. E, quando aparece um psicopata de verdade descongelado dos anos 90, a polícia entra em pânico e consulta um computadorzinho de mão pra saber como abordar o sujeito porque ninguém ali sabe mais o que fazer sem ele.


