
Aprofundando o diálogo entre filosofia e ciência, a pesquisadora aponta que conceitos ocidentais — como o ego em Freud, os arquétipos em Jung e o terceiro grau de conhecimento em Espinosa — já haviam sido decodificados há milênios pelos Vedas e por povos originários, citando a visão Tupi-Guarani trazida por Kaká Verá, que entende a intuição como um diálogo direto com a natureza e o cosmos. Alinhada às reflexões do filósofo Byung-Chul Han em “Infocracia”, Petria denuncia a crise da democracia como uma crise da escuta atenta, provocada pelo culto ao desempenho e pelo confinamento em bolhas algorítmicas. Para ela, a Inteligência Artificial deve atuar estritamente como uma ferramenta de amplificação mental, preservando a busca autoral pela verdade (pramana) e o respeito ao tempo necessário para o amadurecimento do saber humano.

