
Diante da epidemia global de solidão e de uma “musculatura relacional flácida” agravada pela pandemia, Amaral defende que a esperança não é um facho de luz divino, mas uma produção coletiva que nasce quando despimos nossas máscaras de adequação social. Ele propõe “cuidar da solidão até virar encontro”, combatendo o vácuo dos vínculos esvaziados pela mediação constante das telas que rompem o contato visual essencial. Para o psicólogo, o desafio do nosso tempo é recuperar a possibilidade do toque e da proximidade orgânica, acreditando na “lei natural dos encontros” para resgatar a verdade da alma em meio à Matrix.

