
A médica mergulha no debate sobre diagnósticos modernos, criticando a expansão política de termos como “neurodivergência” e a escolha de nomear transtornos apenas pelo sintoma, o que muitas vezes interrompe o processo de reflexão individual. Ela argumenta que a pílula não substitui o contexto terapêutico e que o uso de anfetaminas para compensar ambientes de trabalho hostis ignora os limites vitais da nossa capacidade de lidar com a complexidade. Sua mensagem final é uma aposta na subjetividade inescapável: enquanto houver humanidade, persistiram sujeitos diversos que não cabem em modelos matemáticos, garantindo que o sentido da existência continue sendo uma inteligência puramente orgânica.

