
Com uma carreira pautada na defesa intransigente da liberdade criativa, Roberta reafirma que a música e a arte são intrinsecamente políticas e indissociáveis da realidade social, recordando o marcante episódio de censura institucional sofrido pela Banda Láfia na TV Cultura em 2012/2013 . A apresentadora do Cultura Livre e do renovado Bem Brasil expõe os seus rígidos dilemas éticos no mercado contemporâneo: recusa categoricamente a prática do “jabá” (pagamento informal para veiculação musical) para preservar a integridade da sua assinatura artística e questiona duramente a proliferação de avaliações patrocinadas (publis) camufladas como resenhas orgânicas, alertando que a mercantilização cega destrói a credibilidade da curadoria a longo prazo . Embora o mainstream tradicional massificado tenha dado lugar a nichos fragmentados, ela aponta que a mentalidade corporativa avessa ao risco continua a punir o “não padrão” através do linchamento público e da segregação dos memes . Para a jornalista, a única forma de manter o rejuvenescimento intelectual e a resiliência criativa é a suspensão temporária do julgamento do passado para escutar genuinamente o novo com o coração .


