
Em “Sem Tempo Pra Nada”, o autor convida à desaceleração e ao resgate da qualidade da presença, alertando que a corrida contra o relógio sabota a intensidade do momento presente e a capacidade de olhar para dentro. Utilizando a máquina de lavar roupa como metáfora para a Inteligência Artificial, ele lembra que a tecnologia cumpre com eficiência funções programadas, mas é incapaz de criar ou ter intuição genuína, sendo um erro o humano agir de forma autómata por mero comodismo. Luís Mauro recusa terminantemente o uso de IA na escrita das suas obras, afirmando que prefere preservar a sua singularidade, os seus vícios de linguagem e os seus erros imperfeitos, pois a verdadeira expressão simbólica nasce da lentidão e da reflexão do pensamento humano.

