
Aprofundando a dinâmica da performance ao vivo, Bhaskar detalha o trabalho artesanal de ler a pista através de improvisos com quatro CDJs, loops e combinações de timbres, reafirmando que a experiência física do show é um ritual de conexão orgânica insubstituível por robôs. Ele relata vivências marcantes em eventos como o Tomorrowland, o Quartzo e o Burning Man — onde a utopia sem dinheiro e baseada em trocas comunitárias resgata o sentido do som como um presente —, além de destacar como a paternidade do filho Gaian trouxe um “aterramento” fundamental contra os excessos da vida noturna. Para o artista, embora a IA democratize a criação técnica, o verdadeiro diferencial do futuro continuará sendo a mente criativa, o repertório vivido e a busca autêntica por uma “vibe” genuinamente humana.

