
Mas esse era o mundo 1.0. Agora apareceu o usuário 2.0. Aquele que chega na aula todo orgulhoso: “O meu Claude me elogiava demais, aí eu dei um prompt matador e agora ele até me destrata!” Pronto. Com uma instrução, ele acredita ter exterminado a sycophancy da IA dele. E é aí que mora o problema. Convencido de que a máquina deixou de lamber seu ego, ele baixa a guarda. Quando vem uma crítica, ótimo, prova de que o prompt funcionou. Quando vem um elogio, melhor ainda, porque agora ele acha que o elogio é merecido. E assim ele fica ainda mais feliz com o resultado e ainda mais apaixonado por tudo o que a IA entrega.
Na minha bolha, todo mundo usa IA pra tudo. Para escrever e-mail pro chefe, pra montar o cardápio da semana, pra desabafar sobre o casamento às duas da manhã. É uma galera que está com a vida entranhada nessa tecnologia.

