
Ao tratar do uso de tecnologia nos processos seletivos, Flávia alerta para as armadilhas dos algoritmos mal configurados e de entrevistas conduzidas por IA, que costumam eliminar candidatos indevidamente por faltar-lhes a sensibilidade para avaliar soft skills vitais como curiosidade, atitude e vontade de aprender. Para a especialista, a IA deve atuar estritamente como “inteligência aumentada”, otimizando a triagem básica e o cruzamento de dados de currículos, enquanto a decisão final e a avaliação subjetiva permanecem sob o crivo indispensável do discernimento humano. Mentoni analisa ainda a crise de mão de obra operacional no Brasil, provocada pela perda do poder de compra dos salários na CLT e pela migração de trabalhadores para a flexibilidade da gig economy, apontando que, apesar do recente recuo global no financiamento de pautas ESG (diversitywashing), as empresas autenticamente comprometidas mantêm a inclusão como pilar estratégico de inovação e saúde organizacional.

