
Apoiada em estudos de neuroperformance e na sua formação pelo HeartMath Institute (Califórnia), Letícia apresenta a ciência da coerência cardíaca, demonstrando que o coração possui um polo neurológico próprio com um campo eletromagnético de até três metros capaz de sincronizar e autorregular o sistema nervoso dos indivíduos ao redor. Ela critica o “cronocentrismo” — a ilusão egocêntrica de acreditar que vivemos no momento mais insolúvel da história humana — e a homogeneização de narrativas em grandes eventos de inovação como o SXSW, apontando que o verdadeiro diferencial competitivo não está no domínio técnico de prompts, mas na visão sistêmica e nas conexões interdisciplinares não óbvias. Projetando o conceito de augmented humanity (humanidade ampliada), a futurista ressalta que as estruturas organizacionais devem evoluir de cargos fixos para conjuntos dinâmicos de competências (task crossover), onde o ser humano lidera a tomada de decisão, o pensamento complexo e a supervisão ética. Ela conclui que a melhor preparação para as novas gerações não passa por decorar conteúdos automatizáveis, mas sim por cultivar a inteligência emocional, a empatia e a sagacidade de um indivíduo desenrolado e seguro da própria identidade.


