
São 13.871 novos graduados em medicina que, mesmo sem demonstrar as competências mínimas necessárias, receberão diploma e registro para atender a população. Isso é alarmante e coloca em risco direto à saúde e a segurança de milhões de brasileiros. O resultado do Enamed expõe que a expansão desenfreada dos cursos de Medicina, sobretudo no setor privado, avançou sem garantir critérios mínimos de qualidade, infraestrutura e campos de prática adequados. Das 24 faculdades que receberam conceito 1, 17 são particulares. E entre as 83 que ficaram com conceito 2, 72 também pertencem à rede privada.
É exatamente por isso que apresentei o PL 2294/2024, que institui o exame nacional de proficiência médica, conhecido como “OAB da Medicina”, a ser aplicado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), e não pelo MEC.


